Para mim os dias muito bons não são necessariamente aqueles em que fomos beber café a um sítio novo e que até é muita giro, nem um dia em que tirámos um 15 numa cadeira da faculdade, muito menos aqueles em que ficámos o dia todo na ronha a ver 10 episódios de uma série qualquer...Adiante, um dia muito bom tem uma condição primária para o ser: a companhia. E das duas uma: ou estou sozinha, que isto às vezes mais vale só que mal acompanhada (e eu até gosto da minha companhia), ou estou com alguém que é mesmo importante para mim. Ponto número 2: quando estamos bem acompanhados às vezes nem importa muito o local, que esta história de ser feliz, é "onde" o homem quiser..., mas se for um sítio natural e com pouca gente melhor. Pronto, pronto, já só falta falar do vinho, eu sei: olhem era muito bom. Não tão bom quanto a companhia, mas isso é capaz de não existir.
sábado, 30 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
Isto de ler crónicas lamechas no Público tem de acabar
De vez em quando deparo-me com aquelas crónicas, cada vez mais frequentes, do jornal "Público", sobre aquela coisa... Como é que lhe chamam mesmo? Ah, emigração. É isso.
E começo-me a chatear com isto, porque não consigo dizer não. Tenho sempre de as ler. E deixar mais umas gotas de água salgada no mundo.
Apesar de nunca ter vivido a realidade da emigração, já estive longe e, ainda hoje, poucas vezes consigo estar tão perto quanto desejava. E esta crónica tocou-me mais que as outras. Lembrei-me da minha família, do que é estar longe, principalmente nos dias especiais, nos aniversários, nos momentos em que queremos saborear uma "vitória" ou, apenas, desabafar sobre um mau dia:
"A saudade, que só se tem em ausência, é ainda assim um saco
que nunca se esvazia, mesmo quando estamos juntos todos os dias, porque são
dias contados. Nunca poderei devolver a quem amo os dias que lhes retirei.
Posso só tentar que os que partilhamos sejam grandes. Posso só ser mais amor,
tentar ser menos falha, e pedir com a humildade da minha pequenez que a vida me
permita dar-lhes muito mais."
A pessoa que escreveu isto não está certamente sozinha, para além de mim, devem existir milhões de pessoas no mundo a passar por isto. E está tão certo, o tempo não volta atrás e nunca poderemos devolver às pessoas que amamos os momentos em que deveríamos ter estado juntos e não estavamos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)